quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Eternidade

Certa vez, nos conhecemos naquelas salas;
Grande pessoa e outras grandes pessoas
Um apelido de médico um tanto duvidoso
Não importa: eram os óculos de mau gosto

Uma imitação muito popular: era o ABC
Uma ausência sentida: apendicite
Quem não se lembra da "capa da gaita"?

Pelo terceiro ato, vieram as jaquetas pretas
Um banco reservado e muitas histórias
O pebolim era o ponto alternativo de risadas
E na sinuca o objetivo era vencer o Aranha

Da República do "boiadeiro velho" ao Stallone
Do estrabismo da primeira fila ao "abscesso"
Do último encontro para a eterna saudade.

CTMM - 09/01/2015

Obs. Obrigado, meu amigo!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Lendas...

Há muito tempo podíamos suscitar belas lendas!
Mas como fazer isso com os valores atuais?
Quase impossível, pois estão em vidas passadas
Que foram, ficaram e não se tratam de rituais.

Há muito tempo podíamos suscitar contos épicos!
Mas como podemos crer no sentido do que não existe?
Difícil, complicado, porém, não para fé de um cético
Uma vez que esta baseia-se na lógica do que persiste.

Não esqueçamos: a vida é um filme de enredo inesperado!
Na tela, vemos por minutos e tudo sempre é muito rápido
Nos olhos, o suspense é lento, inesperado e tão resignado

Ao fim devíamos observar os passos de toda construção
E não na imagem que não vende, fica opaca e sem emoção
Afinal, o legado é o enredo, a história e alguma canção.

CTMM

Obs: tudo a base desta trilha sonora e trecho de filme (um dos cinco melhores que vi) > https://www.youtube.com/watch?v=r9wKVldHJGM



Atualizando, em breve.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

...

O tempo se foi. Aquilo que tinha um propósito foi se levando com o tempo. Culpa? Palavra utilizada para satisfazer o senso de julgamento das pessoas. Injusta. Indevida. As vezes, atrevida. Do marejar de uma gota, a lembrança de um horizonte desenhado. Triste gravidade! Fez a gota cair. Depois vem o respingar. Ah, todo maroto! Ao chegar,  esparramou o sentido de que se faz a vida. Podia ser feliz, podia ser triste. Não importa, insistiu em respingar. Não sei o que pensar a não ser deixar marejar.

- - - Este escrito revela estado de momento. Nada além disso.

CTMM88 - 14/02/2014

terça-feira, 25 de junho de 2013

Parábola

Um dia de sentei em meu jardim
Olhei, notei um horizonte sem fim.
Mas nada disso passou do entardecer.
Que pena, jurava que ia lá permanecer.

Veio a noite, o frio e aquela penumbra
Não houve motivos reais para temer
Ora, nem toda escuridão é uma má sombra
Caso contrário, pobre das árvores ao descer.

Mais um tanto de horas e outro de dias
Uma pitada de sensações e outra de indiferença
É eterna oscilação da tristeza e alegria que se escondia.

Assim é a contínua parábola denominada vida
Aqui, a intensidade ilumina e acalenta os momentos
Ali, ela diminui, dói e contempla (ou não) bons ensinamentos.

CTMM

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um pouco de mais

Um pouco de meio termo não faz mal a ninguém.
Um pouco mais do desajeitado frio
Um pouco mais do conformado calor
Uma lágrima que não esconde grande dor
Uma grama repleta de grande densidade
Uma lâmina sem o corte da navalha
O baixo muro que foi grande muralha
O alto rapaz que não é pouco canalha
O vem que não vai e desejou ficar
A luz que ascendeu, brilhou ao morrer
A flor desabotoou a cor escura ao amanhecer
A divindade superior abrandou ao perdoar
Ao final pouco importa, o tempo passou,
A imensidão se apequenou e o desejo sempre perdurou.

CTMM

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Não é uma verdade, é diferente!




Não sei como são os fatos do cotidiano
Queria ter em mente e noção do humano.
Não sou o melhor, nunca almejei ser.
É justo aperfeiçoar e buscar aprender!

Sou exigente, peço mais, quero muito.
Não dedico menos e quero o bem.
A palavra foi lançada, te quero tanto.
Com as virtudes e contornos, amém!

Quem sabe o tempo possa amenizar
O ímpeto que camufla o meu desejar.
Não, não deixei de entender o que notei,
Apenas pretendo estar próximo do seu olhar.

Não por menos, mas sempre por mais.
Não por abuso, mas o gesto satisfaz.
Não por querer, mas por uma razão.
Uma certeza e sempre um só coração.

CTMM