terça-feira, 2 de agosto de 2011

Futuro?

Não bem distante e nem muito perto
Da dor que fica no mundo complexo.
Basta crer! Existir é o drama do esperto,
Pois a sua arte é a ilusão do desatento.

Pretender o bem não é discursar a doce melodia,
Dar tapinha nas costas e nem um "boa sorte"!
Muitos acreditam em complexas evidências,
Mas a verdade tende aflorar do sincero norte.

Para iludir basta o mágico tirar o coelho da cartola,
Porém, tal truque advém de mera expectativa.
Difícil é vivenciar o dia a dia dos pessimistas.
Para estes, a carta surpresa é uma luz e nada mais.

A melhor deixa está no fato de o carteador
Ser o possuidor do feixe da luz-esperança,
Esta pode refletir a vitória ou a derrota,
Mas nem sempre representará o fim da guerra.

O que será nem sempre é o futuro!
Quem garante que atravessaremos o presente?
Ninguém sabe, mas peço um pouco de atenção.

Nem sempre o que subjetivamente é bom,
Corresponde a realidade orgânica do que sente.
O ricochete pode demorar a derrubar o dominó.

A dor poderá influir na essência do aprendizado,
Este quando conjugado com a tolerância
Fará surgir indiscutivelmente o maior legado.

Guarde o que lhe ocorreu de enaltecedor,
Purifique as tristes passagens vivenciadas
Pois de tal amálgama nascerá o bem estar.

Caio Tomazini Munhoz Moya - CTMM88