quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fábula da fada.

Delinear as palavras com verniz de sabedoria é tão enaltecedor.

Contudo, a sabedoria aparente não demonstra as nuances da realidade.

Ao mero expectador o efeito tende a ser raso e pouco perpetuador,

Já o crítico não acredita em fadas da síndrome do Peter Pan da causalidade.


Julgar a árvore pela sua idade e tamanho não é digno de profundidade.

Há tantas espécies jovens e pequenas, mas de essência irreparável.

Uns preferem aplaudir as cores da pirotecnia do instante sem reversibilidade.

Todavia, há outros que buscam a evolução sem alarde e de maneira saudável .


Reparar no chifre da cabeça do cavalo é acreditar no unicórnio.

As fantasias devem existir, mas jamais com a denotação permanente.

Um minuto de estalo pode ser suficiente para o rumo da vida inteira.


Em todo juramento deve haver palavras e a constante semeação.

Das palavras exige-se coerência e a expressão do conhecimento adquirido,

Já nas sementes há a crença da bela essência do que foi e permanece bonito.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Autenticidade.

Autenticidade é a palavra da moda!

Ser autêntico é ser alguém único, não?

Talvez sim, mas qual a graça de não se render

Aos ensinamentos tão “comuns” e tão distantes?

Talvez nenhuma, pois o que seria das ilhas

Sem as aves semeadoras de sua limitada fauna?

Talvez um rochedo, e qual seria a melhor definição

Para o retumbante rochedo em meio às águas?

Apenas um bloco de pedra molhado.

CTMM – Caio Tomazini Munhoz Moya

sábado, 12 de novembro de 2011

Dizeis...

Um velho mudano de um mundo tão profano,
Ainda não aprendeu que a palavra flor
Reflete a sensibilidade de um grande amor.

Ó grande detentor da sabedoria!
Queria ser grande, mão não em demasia.
Afinal, não é da sombra a sensação que alivia.

Ríspido garoto do mundo cheio de encanto.
A tua visão é adstrita a realidade sem espanto,
Mas um pouco de cor a torna viva e cheia de encontros.

Ó glorioso arquiteto do teto repleto de marrecos!
Eis o céu que brilha, mas de uma ave que beira o chão?
-Isto seria sentir-se entre as nuvens e estar no Cantão!

-Ah, entendi!

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya



terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Florença e o ensinamento


A Florença de Dante já prosperou a Divina Comédia.
O tempo passou e o que um dia era puro e ingênuo,
Se tornou uma flor de muita beleza e rara alegria.

Vinte e Nove dias se passaram e nada despertou.
Talvez seria uma obra do destino!? Creio que não.
No outono, notei os olhos abertos, então, algo mudou.
Contudo, a mudança passou e apenas marcou o coração.

A barca do inferno é uma imaginação muito temida.
Quem nunca esteve na boca do inferno? Ninguém escapa.
O mundo é assim! Todos julgam, mas rara é a verdade percebida.

Um Russo ensinou que temos todo o tempo do mundo, (é verdade)
Desde que encaremos os fatos e as dores sempre em frente.
Respeitar o passado é absorver um ensinamento profundo,
Mas viver do passado é insistir na realidade de um futuro descrente

Caio Tomazini Munhoz Moya - CTMM




terça-feira, 27 de setembro de 2011

Número 100

Querida, não me leva a mal.

Já fui taxado de decente, sabia?

Você sempre procurou consciência.

Entendo-lhe, então, desejo sorte.

Confie na bússola! Esta possui o norte.


Garoto, não me leva a mal.

O dia passa e queria ter dito mais, sabia?

Você me pediu cores e tolhi a sua alegria.

Pretendo compensar a seriedade com sabedoria;

Confie nas palavras desprovidas da passageira alegoria.


Nobre pássaro! Peço para que cante.

Prometo desfrutar da sua pura melodia.

Você me pediu carinho e lhe dei harmonia.

Agora, consegue notar a necessidade da sintonia?


Querido tempo, juro nunca te desafiar.

A sua ordem e essência devem prevalecer.

Você sintetiza doces momentos em simples

Frações de segundos. Grande Mágica (aplausos).


Pai, você é um dos pilares da minha vida!

Suas palavras é o espírito fortificante dos meus dias.

Teu desígnio é o legado de um futuro homem.

Logo, muito obrigado!


Mãe, a sensibilidade do meu coração!

Seu sorriso me encanta e teu olhar conforta.

Não pense no futuro, pois o presente é o maior presente.

Enfim, a união está além da visão de um quadro.


Vida, você é a maior peça teatral que pode existir!

No Bloco “A”, o personagem deixa de ser palhaço e vira galã.

No Bloco “B”, vem à chuva que em breve dará lugar ao sol.

No Final, todos terão o mesmo destino, porém, com diferentes legados.


CTMM - 18/09/2011 - 27/09/2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Futuro?

Não bem distante e nem muito perto
Da dor que fica no mundo complexo.
Basta crer! Existir é o drama do esperto,
Pois a sua arte é a ilusão do desatento.

Pretender o bem não é discursar a doce melodia,
Dar tapinha nas costas e nem um "boa sorte"!
Muitos acreditam em complexas evidências,
Mas a verdade tende aflorar do sincero norte.

Para iludir basta o mágico tirar o coelho da cartola,
Porém, tal truque advém de mera expectativa.
Difícil é vivenciar o dia a dia dos pessimistas.
Para estes, a carta surpresa é uma luz e nada mais.

A melhor deixa está no fato de o carteador
Ser o possuidor do feixe da luz-esperança,
Esta pode refletir a vitória ou a derrota,
Mas nem sempre representará o fim da guerra.

O que será nem sempre é o futuro!
Quem garante que atravessaremos o presente?
Ninguém sabe, mas peço um pouco de atenção.

Nem sempre o que subjetivamente é bom,
Corresponde a realidade orgânica do que sente.
O ricochete pode demorar a derrubar o dominó.

A dor poderá influir na essência do aprendizado,
Este quando conjugado com a tolerância
Fará surgir indiscutivelmente o maior legado.

Guarde o que lhe ocorreu de enaltecedor,
Purifique as tristes passagens vivenciadas
Pois de tal amálgama nascerá o bem estar.

Caio Tomazini Munhoz Moya - CTMM88

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mais uma nota da música vida!

Não creio que o melhor modo de dizer adeus é falar "tchau" com o tempero de uma triste feição facial. Toda despedida pode ser fruto de descobertas boas ou ruins. A primeira significa uma nova oportunidade de seguir diferentes rumos, ou seja, vivenciar o que a vida nos proporciona de bom sem grandes sofrimentos. Por outro lado, a segunda abre uma janela que é limpa pelo escorrer das lágrimas, mas as lágrimas podem expressar a dor do presente e ser a semente do futuro aprendizado, isso muitos deixam de notar, pois tendemos a valorizar mais a dor do que o ensinamento a nós proporcionado. Afinal, a experiência pode, perfeitamente, ser caracterizada como o ensinamento oriundo do acúmulo de erros e acertos.

Obviamente, não é recomendável expressar o adeus com um sorriso, pois corremos o risco de ter o rótulo de insensível. O melhor seria demonstrar serenidade e aceitar o momento pelo qual estaremos sendo suscetíveis, não? É, mas nem sempre o adeus é um estado permanente, haja vista que conceitos foram feitos para serem mudados (pelo menos sob o aspecto humano), caso contrário o que seria do "sim" se o não fosse eterno?

Peço e desejo serenidade a todos. A busca frenética pelo "querer" pode significar "não ter", pois quem muito procura impõe critérios demasiados e deixa de notar o real significado da naturalidade, ou seja, a roseira no inverno é, tão somente, verde. Contudo, na primavera estará repleta de outros atributos (flores) que antes não foram possíveis de serem notados.

Portanto, vamos perseverar e nada de esmorecer. O que é nosso só dependeu dos próprios (conto um pouco de sorte de também, rsrs) esforços e o que será dependerá ainda mais da nossa divergência perante a inércia. Naturalidade, Perseverança e Tolerância.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Para todos os pais.

O passado é a sabedoria do futuro. Contudo, a transmissão da sabedoria possui um portador muito peculiar. O portador de tamanha responsabilidade não guarda rancor, não planta a ingratidão e jamais fará qualquer ato que não seja leal ao real senso de fraternidade. Deus escolheu o portador da sabedoria baseando-se no seu posto, um lugar que é inalterável e jamais esquecido. Deus é pai e o pai de todo filho é a pessoa destinada a transmitir ensinamentos por toda travessia que está por vir. O acúmulo de ensinamentos formam o homem do futuro e o bom homem sempre será o reflexo de um bom pai.

Não existem palavras disponíveis para especificar um excelente pai, bem como não há meios para definir o maior pai de todos. O único modo de contemplar ou tentar agradecer o portador da sabedoria é dizendo MUITO OBRIGADO.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Marcas

Ontem não pensava em tantas experiências,
Conforme o tempo passa mudamos lentamente.
O presente é o registro de futuras lembranças
E estas serão lindas, desde que lute lealmente.

Ontem o jardim era tão repleto de plantas floridas.
Contudo o tempo passou e apenas notei a flor caída.
A razão de viver advém da essência a ser construída,
A partir da forma que maneja o jardim denominado vida.

Ontem pensava em como é boa a sinceridade da infância.
Porém, o tempo passa e surgem facetas tão surpreendentes.
Ora, a superfície opaca pode contemplar o brilho interior.

Hoje tento fixar a madeira com o menor número de pregos.
Afinal, as marcas fincadas sempre irão ficar expostas
A cada correção feita ao longo da melhor construção.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya

27/05/2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

A uma amiga...

Algumas pessoas possuem o verde refletido em seus olhos.
Outras possuem o azul, mas a única que reflete o sol
É aquela sorridente e espontanea flor de gestos únicos.

As vezes ela prefere demonstrar enorme alegria.
Todo dia ela transparece uma delicada harmonia.
Em seus olhos as cores formam uma junção que contagia
Até o mais desapercebido observador que de longe sorria.

Não receio pelo fim da beleza dessa flor.
A primavera é a mera demonstração de mais uma cor.
Afinal, a verdadeira beleza é propriedade do seu interior.

Enfim, estou aqui nesta vã luta em descrever o indescritível,
Em adjetivar o inadjetivável, em demonstrar o indemonstrável,
Enquanto o certo seria admirar e admirar a inclassificável
Conjuntura de valiosas virtudes que em palavras são imensuráveis.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya

Obs. a poesia foi feita em homenagem a uma grande amiga, em 15/05/2011.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A grande ilusão é a crença na igualdade.
Não vejo justiça, mas também não é só maldade.
Na terra em que se planta discórdia nasce desigualdade,
Não fique triste, apenas faça a sua parte.

Harmonia? as vezes credito a sua existência
A uma sintonia de interesses umbiguistas.
Exemplo: primeiro a prestação e depois a satisfação.
Estranho, não!? Acredite, o mundo carece de altruístas.

Poderia desistir, não? Não, é preferível ter propósito.
Poderia chorar, não? Claro, homens choram.
Poderia matar, não? Não, a vida faz isso sozinha.
Poderia desenhar, não? Não, é preferível cantar.

Quem possui um bom propósito cedo ou tarde o alcança.
Quem chora não sente vergonha, mas, sim, faz catarse.
Quem mata é criminoso, pois tirar a vida é direito de quem concebeu.
Quem desenha não olha nos olhos, mas quem canta invade a alma.

Os dilemas continuam, as conclusões pipocam mente a mente.
Há quem percebe a realidade e fatalmente entende.
Entender não é questão de ser gênio ou desatento,
Pois compreender é exercitar a realidade decentemente.

Um abraço confortador a quem chora.
Um beijo para a carência.
Um sorriso para a tristeza
E uma luz para a escuridão.

Sejam felizes.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Atualizado com o texto de John Lennon! Eu concordo com ele e você:

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".

John Lennon

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O primeiro rabisco poético de 2011.

Multifacetas.

Um minuto é uma fração de tempo que jamais retorna.
Uma hora já se foi e ao olhar para o passado existe glória?
Bom seria, se fosse possível eternizar o agradável momento.
Já que não posso! me dou o direito de esculpi-lo na memória.

Ao entusiasta do amor, eu diria para nunca abandonar a sua flor.
Ao comediante, eu diria para sempre semear a pura alegria.
Ao sóbrio, eu, simplesmente, aplaudiria a sua rude racionalidade.
Já ao louco eu diria: Sou fã da sua espontaneidade!

Aos personagens da vida faço o brinde do grande enredo,
Que ensina lutar por um objetivo sem qualquer medo.
Somos personagens da fenomenal peça denominada vida,
Esta que nos ensina na dor e nos mostra verdades repetidas.

Ao apagar das luzes só nos resta a mera lembrança.
Para uns é a recordação da inexorável e dolorosa partida.
Já outros insistem em enaltecer os tempos de criança.
Sorte dos últimos, pois realçam a beleza da fase florida.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya

domingo, 6 de fevereiro de 2011

2011

Olá!

Primeiramente, lamento muito por não estar em condições de manter o BLOG atualizado.

Mudando a prumo da prosa...

A década 2000/2010 foi um período de grande mudanças em todos os sentidos. Pessoalmente, foi um período de muito aprendizado, ou seja, foi marcada por momentos de felicidade e tristeza (como em todas as vidas). Exemplificando em um contexto geral, o momento mais marcante foi a queda das torres gêmeas (11 de Setembro de 2001). Contudo, a face da felicidade pode ser representada pelas tréguas dadas por grupos separatistas como o ETA e o IRA (pelo menos eu vejo felicidade, pois vidas estão sendo poupadas).

Agora, a pergunta que não quer calar: Como será a década de 2010/2020?

Não serei maluco ao tentar fazer qualquer previsão, mas há pontos que podem ser considerados. Primeiro, em termos gerais tende ser mais um período de revoluções, entre elas, tecnológica, econômica, DIPLOMÁTICA (torço muito!) e etc. Obviamente, tudo isso não depende de uma singularidade volitiva, ou seja, ninguém sozinho conseguirá mudar tais contextos.

Diante de tal enredo irei inserir a feliz fala de Renato Russo: "Não adianta querer consertar o mundo, pois, primeiro, temos que melhorarmos nós mesmos".

Pense! Pensou?

Concluindo, a vida tem que ser encarada como uma atividade de dentro para fora e não de fora para dentro. Mais precisamente, temos que potencializar nossas virtudes e tentar sanar nossos vícios cotidianamente. Depois, podemos tentar "consertar" o mundo que nos cerceia. Se a década de 2010/2020 será boa em termos gerais ninguém sabe, mas se melhorarmos nossos vícios e aperfeiçoarmos nossas virtudes o reflexo interno poderá refletir externamente e, assim, teremos um horizonte bem mais gratificante.

Desejo um feliz 2011 a todos (tardiamente).

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya