A Gangorra
Antigamente, a leitura interior era por meio dos ouvidos
E olhos analisavam o movimento harmônico dos lábios.
Tudo era milimetricamente sútil em traços tão polidos.
Jamais enxergariam qualquer avareza, nem os sábios!
Adiante, a leitura restringia-se pelo preto e branco.
Contudo, o toque da evolução visou justificar tal preço.
Tal monta era paga por meio das gotas em vermelho
E para a criança a terceira cor era a rosa refletida no espelho.
Passado por Viena, a leitura encontrou Sam e as ferramentas.
O primeiro queria compor uma bela canção sobre 50 estrelas!
Enquanto a segunda, simultaneamente, era de todos e ninguém!
Ao final, ambos não passaram de um cartaz envelhecido! Amém!
Hoje, a leitura massificada é aquela da vanguarda do passado.
Porém, tudo à maneira implícita, pois afronta o digno humano.
Este nasceu ao sonhar com o tratamento igual para os iguais
E o tratamento restritamente desigual para todos os desiguais.
CTMM