domingo, 25 de novembro de 2012

Doce pessoa e amor.


O tempo é o mais sábio óculos que existe.
Há dois anos era cego de um sentimento.
Era uma visão distorcida de sutil pigmento.
As cores brilharam e surgiu o doce momento.

Aqueles óculos não impediram o admirar.
Não, isso sempre foi tão claro e verdadeiro.
Uma miragem? Jamais. É o fruto do apreciar
A doce pessoa sem a qual tudo será passageiro.

Fascinante doçura, olhos que devoram o meu ser.
Jamais senti tamanha vontade de não me conter.
Pele quente e alma complexa que jamais mente.

Descrever é impossível. Declarar é ser muito crente
Naqueles doces momentos, na paixão do seu olhar,
No amor que se intensificará e irá sempre perdurar.

De coração, Caio.

O primeiro de muitos outros que virão.

Afinal, sobre você nunca haverá uma obra definitiva, haja vista que estaremos na eterna construção.

Te amo.

CTMM

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Contornos!

Grande Golias, para você o horizonte aparenta maior.
O olhar de cima contagia por uma visão tão ampla, não?
Talvez, sinto uma inveja. Paro e penso: não, bom é o chão.
Deste aprendi a ter uma visão tão simplista e de bom valor.

Suprimir algo não compreendido não é ato.
Sempre achei que fosse uma concepção de raro tato.
Creio que errei quando pensei seriamente no aparato.
Era tão bonito! Uma pena, já que não passou do contato.

Não faço as escolhas pela métrica da exatidão.
Sempre vi tudo tão contorcido, tão disforme.
Alinhar? Ah, não! Observe como são os contornos.
Tão singulares! Cada qual com um aprendizado.

Agora preciso fechar os olhos. Desculpa, grande rapaz.
Não pretendo suprimir seus gestos sem algum motivo.
Se fizer alguma escolha lhe darei a fórmula, nobre capataz.
Quando estiver aqui, direi que nunca sorri e apenas menti.

Não, o fundo era verdade.

CTMM - 21/09/2012.

domingo, 16 de setembro de 2012

Maleabilidade


No silêncio da ignorância
Pode pairar o sonho de infância
Não me surpreendo com a discórdia
Ora, a personalidade é de toda elegância

Aquele sorrisinho de mil facetas
Pode dar uma desejável admiração
E, ao mesmo tempo, criar muita confusão
O ideal seria buscar a simplicidade sem marretas

Me deparo com os tropeços
Alguns com tato de estranha concepção
Outros insistem a ensaiar grandes desejos
No final, me deparei com a dor ao tocar o chão

Certas mágicas são capazes libertar
Não é necessário saber a origem da ilusão
Apenas procure notar o efeito com fixo olhar
Isso, atenciosamente, sem pudor e cheio de emoção

Por fim, a única retribuição são os gestos
Uns de gratidão sem qualquer modo de gestão
Vários com a aparência desejada por vários anos
Prefiro a maleabilidade dos sentidos em constante evolução

Parei, pensei, descansei e não morri
Viajei, lutei, caminhei e ainda sobrevivi
Estudei, aprendi e senti que nunca morei ali
Amei, amarei, abraçarei e direi: sempre estarei aqui

O passado é apenas gratidão e aprendizado
Hoje, diria parar ver o futuro sem muitas deturpações
No horizonte pode existir algumas dúvidas com a inovação
Não importa, o arquiteto fez um belo desenho e bem ajustado

Agora posso dormir suavemente.

Obs. Espero que gostem =)

CTMM - 17/09/2012 - 02:46

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Certeza!?, Dúvida!? Curiosidade e Aprendizado.


Dois em um.
Três em quatro.
Equações mais equações.
Mentiras seguidas de mentiras.

Um degrau.
Vários metros.
Uma longa escada.
A extensão de um continente.

Um relógio.
Frações de segundo.
Minutos de uma longa hora.
Dias que formam vários anos.

Toda equação não é suficiente.
Toda distância não pode separar.
Todo tempo me confronta na espera.
E o sentimento brota na doce esfera.

Talvez seja uma mentira bem contada.
Talvez seja uma questão de jornada.
Quem sabe notei uma luz no fim da estrada.
Ao contrário de Bandeira, não vi pasárgada.

Permaneço em um dilema conceitual.
Afinal, sou iniciante no complexo ritual.
Não tive todas as aulas sobre o passo da dança.
Faz sentido! Já que permaneço uma "eterna criança".

CTMM - 12/09/2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Olá!


Já pretendo deixar de pensar
Ora, é um dia de vida
E outro de odiar.

Queria apenas curar a ferida.
Um dia ela era colorida
E no outro entristecida

As vezes sonho a tolerância.
Acordei! Olá coerência.
Tão envelhecida.

E se um dia a dor não parar?
Não, não irei pensar.
Afinal, olá coerência.

CTMM - 26/08/2012.

Obs. Me perguntaram sobre o fundo branco da última postagem. Decidi mantê-lo. Afinal, o fundo da cópia, em regra, merece ser branco.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

As três moças de Encruzilhada – Mário Quintana


As três moças de Encruzilhada Era uma vez três moças que moravam na florescente cidade de Encruzilhada. E, como eram três moças muito sérias, faltava-lhes o senso de humor e tomavam ao pé da letra o nome de sua cidade natal. E nunca sabiam onde ir, o que fazer, o que responder…
Para acabar com essa dúvida atroz, depois de infindáveis hesitações, resolveram o seguinte: a primeira sempre diria “sim”, a segunda que não e a terceira responderia com ar sonhador:
— Talvez…
Ora, um dia a Morte apareceu à primeira, e a moça disse que sim.
 A Morte a levou.
No outro dia a Morte apareceu à segunda e esta disse que não.
— Como ousas contrariar-me? — a Morte retrucou. — Eu sou a única Potestade do Céu e da Terra a quem ninguém pode dizer “não”.
E levou a moça. Enfim, no terceiro dia, a Morte apresentou-se à última das três — e a moça ficou olhando, olhando a cara da Morte e finalmente suspirou:
— Talvez…
E a Morte retirou-se, danada da vida.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Único filho.

Sonhei em ter um animal de canto.
Realizei o meu sonho por 1 ano e meio.
Neste interregno fui feliz como ninguém.
Fui pai, professor, amante e acima de tudo:
Feliz!
Felicidade que hoje acabou.
Dor que machuca, mas não mata.
Fere, mas não apaga.
Jamais será apagada tal marca.
Marca do amor e da dor.
Como pode um humano amar tanto um "animal"?
Não se explica, apenas sentimos algo que
Verdadeiramente é correspondido.

"Bolso", filho, companheiro e meu amor. Vá com Deus e olhe para este "cara". Apesar do pouco tempo, me marcou de forma única e especial.

Sim, marmanjos choram por animais. Estes só se interessam por uma coisa: você.

Isto não é um texto, mas sim um eterno agradecimento.

CTMM

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tolerância

A dor que corrói o presente cinzento
Um dia poderá florir a tua felicidade.
Não tenha pressa, passará o tormento!
Afinal, o alimento não está na eternidade.
Tudo foi e sempre será questão de momento.

CTMM

sábado, 14 de abril de 2012

Olá doce estupidez! Você conseguiu, pois deixou de ser amarga e se tornou doce. Ora, jamais teria tamanha façanha sem que tivesse a noção do amargo sabor. Doce é o contrário, ou seja, uma sensação de paralisia momentânea. Todas as estátuas invejariam esse sentir, pois, ao menos, teriam um diferente lapso de expressão facial. Não tenho a intenção de ter o toque de Midas. Afinal, sou mero humano, um ser triste, feliz, chato, pedante de hiato e escravo daquele permanente anonimato.

CTMM

domingo, 8 de abril de 2012

Encontros

A constância dos encontros é o significado do aprendizado. Ora, o entrelaçar de fino tato é o pai da percepção. Já o feixe do olhar, graciosamente, acrescenta a linguagem do pedido sem perdão. Podemos não notar, mas "aquela" singela pessoa fez do casual encontro, parte do conteúdo que jamais será em vão.

CTMM - 09/04/2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

=)

Quero o teu sorriso! Não me importo se é falso ou verdadeiro, apenas desejo ver ele. A cada oportunidade revigora a intensidade na busca por novos sorrisos. Afinal, não há falsidade que perdure para sempre.

CTMM

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sempre alguma coisa


Sempre começo um texto com não.

Seria um reflexo da minha teimosia?

Talvez sim, talvez um chato sem razão.

Há virtude em ter razão e não alegria?


Sempre começo os dias bocejando.

Seria fruto do acordar devagarinho?

Talvez sim, talvez um gesto acordando.

Teria sabor o café sem aquele cheirinho?


Sempre vejo a flor da primavera sem futuro.

Seria aquele momento de repentina reflexão?

Talvez sim, talvez o bendito ócio sem muro.

Pobre outono, teu destino é ser o vilão?


Sempre vejo aquele sorrisinho tão ingênuo.

Seria aquela expressão tão pura quanto o olhar?

Talvez sim, talvez o tempo gostasse de ser continuo.

Linda criança, será adulta quando necessário semear?


CTMM


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nada a dizer

Nada como a maturidade e o tempo para mudar os conceitos
A essência humana é norteada pelo método da tentativa/erro
No entanto, não teremos tempo para tentar todas as situações
Afinal, devemos aprender com a imagem refletida nos espelhos

Infelizmente, não tendemos a notar tamanha obviedade
Logo, quando jovens tendemos crer nas premissas formais
Enquanto a substância raramente não estará na naturalidade

Ora, o escultor ao esculpir a pedra deseja os mais belos arranjos
Estes nascem da percepção minuciosa da realidade pretendida
Logo, a pedra que era toda lascada, ganha a harmonia dos arpejos
E passa doce sensação de que o real é fruto da imaginação perseguida

Entender a travessia é dimensionar a profundidade do início, meio e fim
Inexorável realidade! Mas, os relógios existem e sempre há alternativas!
Não esqueça: o sorriso no rosto sempre atrairá pessoas receptivas!


CTMM - 10/12/2011 a 14/02/2012


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Gangorra

Antigamente, a leitura interior era por meio dos ouvidos
E olhos analisavam o movimento harmônico dos lábios.
Tudo era milimetricamente sútil em traços tão polidos.
Jamais enxergariam qualquer avareza, nem os sábios!

Adiante, a leitura restringia-se pelo preto e branco.
Contudo, o toque da evolução visou justificar tal preço.
Tal monta era paga por meio das gotas em vermelho
E para a criança a terceira cor era a rosa refletida no espelho.

Passado por Viena, a leitura encontrou Sam e as ferramentas.
O primeiro queria compor uma bela canção sobre 50 estrelas!
Enquanto a segunda, simultaneamente, era de todos e ninguém!
Ao final, ambos não passaram de um cartaz envelhecido! Amém!

Hoje, a leitura massificada é aquela da vanguarda do passado.
Porém, tudo à maneira implícita, pois afronta o digno humano.
Este nasceu ao sonhar com o tratamento igual para os iguais
E o tratamento restritamente desigual para todos os desiguais.

CTMM