sexta-feira, 23 de julho de 2010

Os Sons

O tok tok da batida do momento
Não menciona o anúncio de fomento.
O tcha tcha do chocalho pode ser harmônico,
Basta ter simplicidade do verso cômico.

O pah pah pah é o som da trilha do encanto?
Não, é a sonoridade da bala que atinge o tormento.
O vrum vrum é o carro da minha estrada?
Pode ser! mas espero os passos da longa caminhada.

O cri cri cri seria o grilo da gélida madrugada,
Caso o barulho do romance não perdurasse na jornada.
O fiu fiu seria direcionado ao doce passear de todas as amadas,
Mas, não passou de uma miragem do eterno conto de fadas.

Pobre silêncio! tão injustiçado na seara hodierna.
Eu te peço a calma que não tive com escura caverna.
Por favor, deixe os sons exalarem o seu significado,
Afinal, a sabedoria está em que preza pelo seu aprendizado.

CTMM

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Doce Peça!



O sutil toque do cansaço dignifica a vitória,
Que tanto foi almejada nas alamedas da cogitação.
Não devemos esperar o fruto da desejada glória,
Pois, sua árvore deve semear no fértil coração.

O aprendizado não é exclusividade da boa passagem,
Afinal, o momento de dor conduz ao eterno ensinamento.
A vida pode ser intitulada pelo rancor ou esquecimento,
Porém, se fosse poeta dedicaria a minha obra a coragem.

Aos insistentes em sonhar com os olhos fechados,
Eu diria como poderia ser melhor sonhar acordado,
Vez que o sonho necessita ser conquistado no despertar
Coexistente com os olhos de quem nota a razão ao caminhar.

A peça teatral denominada vida depende do amor
Ensaiado na cena que encanta os momentos de dor,
Depois, tornando a espantar o invariável temor;
Assim, transformando o amargo em doce sabor.


CTMM

domingo, 4 de julho de 2010

Desapercebido

No passado o tolo motivo magoava.
A arrogância apenas machucava.
A tristeza era a razão que apagava
Os bons gestos que tanto necessitava.

No lapso da viagem muito acontecia,
Desde belos sorrisos a eternos sonhos,
Estes insistiam em viver na triste travessia
De estranha origem e modos medonhos.

No auge do outono, o que poderia ser lindo
Morreu após algumas primaveras tão floridas.
Não importa mais a dor da grande ferida,
Afinal, esta cicatrizou e está dormindo.

No processamento da fórmula da felicidade
Não notaram a transitoriedade existente,
Apenas se preocuparam em curtir o repente,
Que terminou durante as juras de eternidade.

CTMM