terça-feira, 24 de março de 2009

Ceticismo?


A sociedade está parando para observar as atrocidades cotidianas, mas não consegue notar os bons desnotáveis que estão pairando em nosso calendário. Uns no dia 1 de janeiro de cada ano preferem venerar o ano com a provável fartura material. Pobre destino o da humanidade? Talvez!

A celeumática só aprofunda ao perpassar dos dias, pois, antes o que era valor humanitário já não persiste. Não significa, obviamente, que a sociedade conteporânea é destituída de valores. Contudo, o individualismo é crescente em escala linear.


Os homens antes guerreavam como os de hoje, mas não praticava a deslealdade desvairadamente. As guerras não eram diárias, pois a estenuação chegava mais rapidamente. Já, o homem do século XXI é mestre na arte da guerra, exemplificando, a degladiação ocorre no trânsito, no trabalho é um postulando o lugar do outro sem ao menos ter o senso de respeitar. Infelizmente, o campo de batalha não é resultante das trincheiras.

Pobre Sparta! deve invejar o nível de batalha atual. Os 300 espartanos não resistiriam um dia na selva de pedra, mas não perderiam por habilidades atinentes as artes marciais. A sua derrota seria por valores bem maiores que se perderam ao longo dos anos, décadas, séculos e milênios. "Até tu Brutus" deixaria de ser o ícone da traição. Judas foi sutil, pois traiu com um beijo, atualmente, seria bem diferente. Será que Jesus nasceu na época errada mesmo? Barrabás, provavelmente, estaria passeando pela Avenida Paulista de bermudão e óculos escuro.

Ceticismo do autor? não. Acredito nos humanos, mas a descrença aumenta perante ao declínio linear. Contudo, prefiro esta frase: "É impossível viver só de esperança, mas sem ela não há futuro".

CTMM

domingo, 22 de março de 2009

Oportunidades!?

De Fernando Collor de Mello: "Se tivesse outra chance, não teria bloqueado a poupança".

Todos perdemos oportunidades na vida, mas estas servem de lição e o nosso ex-presidente aprendeu. Tem algo melhor que aprender algo após o erro? Creio que não.

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Após a deixa inicial vamos a dita literatura, ok?

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A CANÇÃO

Hoje eu vou compor
Espero uma canção
De um grande amor
Que brota do meu coração.

As palavras desta canção
Não possuem sentimento,
Mas são o alimento
Da maior consideração.

Não quero emocionar
Não pretendo chorar
Só quero me expressar

Quando terminar
Não vou deixar de amparar
As verdades do amar.

CTMM

Esta é uma poesia simplista ao meu ver, mas o seu significado é muito importante para este autor. Nem sempre a complexidade expressa algo mais útil. A nossa casa é fundamentada na mensagem a ser passada e não na erudição por si só.

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O amor é como o fantasma, pois nunca o vejo, mas sei que existe - CTMM

Obs. Tudo poderia ser suavizado, mas esta verdade não tende a imperar hodiernamente.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Críticas! estas são aproveitáveis!

Ontem, este mero autor recebeu uma crítica negativa do seu ilustre amigo. O conteúdo da crítica era algo parecido com uma desvalorização a poética lírica adotada por mim. O que significa a poesia na sua forma mais lapidada? Significa ser metricamente calculada? Significa ser sistematicamente crítica? Significa ser desprovida de rima? Significa ser um soneto?

Sinceramente, não sei a resposta destas indagações. Respeito a opinião do meu ilustre amigo, mas não deixarei de ser poeta, ou melhor, não deixarei de tentar ser poeta. Admiro as atitudes sinceras e esta foi uma delas.

A luz guiará aqueles construtores da obra gerida com prazer. A minha obra não é apenas prazer, como também, possui a mais terna paixão. Este construtor usa da maior sinceridade possível e não admite ser considerado o autor dos poemas destinados ou taxados como "bonitinhos" para agradar aos aveludados olhos de leitura.

Viva crítica! esta nos faz crescer sempre, pois sempre refletimos com o seu advento.

Obrigado e boa semana a todos!

domingo, 15 de março de 2009







Sinceridade de criança.






A flor ao brotar do meu coração
Não reflete a verdade de Cosme Damião,
Mas possui a cor do mais belo alazão
Que cavalga no prumo do monte Sião.

O mar dos pensamentos
São fontes de grandes tormentos,
Mas punjância do teu saber
Alimenta o cardume dos necessitados a viver.

O jardim das minhas ilusões
É mais vivo que os famosos jargões
Compostos por seres da alma celeste
Que sempre admiram o oceano do faroeste.

Os passos dos meus pés
Direciona a verdade do revés,
Sem despertar a pseudo virtude
Dos assassinos da nossa juventude.

Quando o sol nos abandonar
Perderei a vontade de sonhar,
Mas jamais esquecerei a lembrança
Dos momentos da mais doce esperança.

CTMM






segunda-feira, 9 de março de 2009

A poesia não demonstra apenas sentimentos!

Alguns podem entender as minhas últimas postagens como direcionadas a algo ou alguém. Contudo, afirmo seguramente que não possuem direcionamento algum a não ser a inspiração fornecida.
Compor não significa simplicidade e clareza. Compor é a concatenação de idéias e inspirações advindas do nosso "eu" interior. Uns possuem mais facilidade ao escrever, mas creio que todos são capazes de tal ato, porém, exige treino e muita paciência.
Eu procuro ser o mais lírico possível e não romântico. O lirismo é fundamentado no sentimento mais suavizado, por conseguinte, menos melancólico. O romântico é o sofrimento nitidamente demonstrado nas poesias e pode ser o amor impossível que acarreta o falecimento da alegria interior.
Obviamente, há autores que possuem ambas as características, isso dependerá do determinismo vigente no seu cotidiano. Já tive os meus espasmos de romantismo e não faz muito tempo, desde logo, afirmo que não é uma boa sensação, entretanto, inspiração poderia ser o homônimo de tal fase.
Não importa a classe e a intensidade do sentimento. A importância está na vontade ao escrever e na sua dedicação a escrita. Afirmo que compor vale a pena e muito!






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Escrever, compor e poetizar.



Escrever é pensamento.
Escrever é cadenciar o contentamento;
Distanciar o maléfico momento.
Escrever não é lapidar palavras em mármore,
Porém, pode significar o florescer da melhor árvore.

Não vejo a vida sem escrita.
Não almejo o ouro de pepita.
Almejo a primavera florida,
Não perdendo o horizonte
Desta vida já escolhida.

O grande compositor não perde o entusiasmo;
A sua vida é demonstrar a necessidade ao encantar
Sem jamais deixar de perder o gotejar ao semear
A flor do mais belo botão chamado perdão.

O melhor poeta não abandona o coração;
Nunca lhe faltou nós a desatar,
Mas sempre lhe foi exuberante
A verdade demonstrada ao amar.


CTMM

domingo, 8 de março de 2009

Muita coisa! Muita coisa...


Primeiramente, este blogueiro de primeira mão gostaria de pedir desculpas pela falta de novas postagens. O tempo está escasso e muitas coisas a fazer, porém, nada serve como desculpa!

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Verdades da pseudo jornada!


Foi gratificante viver ao teu lado,
Porém, esperava o sol abrilhantado;
Uma manhã solidificante perto do passado
Que ficava bem distante da sua estante.

As tardes foram repletas de pétalas.
Infelizmente, eram murchas de razão;
As palavras não ditas com o coração
Fez da paixão uma flor desbotada de emoção.

As noites foram pura escuridão.
O tato significava a minha visão;
Ao notar a claridade senti grande desilusão
Advinda dos sorrisos cargados da falsa admiração.

Ao final desta pseudo jornada
Uns podem pensar na pessoa não valorizada;
Outros na alegria não semeada.
Contudo, acredito na sinceridade por mim demonstrada.

CTMM


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Meus caros, não pensem que estas palavras do poema são de um amor inacabado. Não são. São palavras que brotam do meu coração e nem sempre são condizentes com a minha situação. Vida de compositor não é fácil, pois nem sempre escrevemos o que queremos, mas sempre o que a inspiração nos fornece.

Coração inabitado está. Ainda bem por ser deste modo. Felicidade constante e bem distante estarei da tristeza que presenciei. Não pensemos no modo de sofrer, mas sempre no modo de sobreviver. A luz não se apagará, desde que a janela esteja aberta e a energia disponível. Uns podem ver os dias escuros por semanas. Fiquem tranquilos! um dia o sol aparecerá.

Fico por aqui.

Muito obrigado "muita coisa".

Até...

terça-feira, 3 de março de 2009

Todos e tantos os rumos.


Todas as manhãs vejo o teu sorriso
Em algumas tardes percebi o que era preciso
Raras as noites notei o indeciso;
Todos os dias me deparo com o juízo.

São tantas e tantas sensações;
Mal posso notar os passos da caminhada
Na aurora de triste entardecer perto da amada
Nunca percebi o tamanho da jornada.

Não me peça com educação
Os fatos já foram na contramão
Das decisões não encaradas com a razão;
Não quero lembrar do teu imenso sermão.

A verdade não suplanta a realidade
Aos de pouca visão
Desejo-lhe inigualável ambição,
Esta não foi suficiente a nossa união.

Os rumos são escolhidos
E o doce passado acaba de ser tolhido;
Desta vida que sempre almejei não ter esquecido.

CTMM

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Hoje, posto a poesia.
Amanhã faço a indevida introdução.

Inté!

domingo, 1 de março de 2009

UM DOS VERDADEIROS COMPOSITORES!







ÍNDIOS

"Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui."

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A letra desta música já fala tudo! Renato Russo foi um enormidade literária! Uma enormidade musical e grande pessoa. Quem não possui os seus defeitos?



Viva a Renato Russo.
Viva a Legião Urbana.
"Força Sempre"

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Hoje, não irei ser petulante ao ponto de colocar uma poesia. Leia Índios!