terça-feira, 25 de junho de 2013

Parábola

Um dia de sentei em meu jardim
Olhei, notei um horizonte sem fim.
Mas nada disso passou do entardecer.
Que pena, jurava que ia lá permanecer.

Veio a noite, o frio e aquela penumbra
Não houve motivos reais para temer
Ora, nem toda escuridão é uma má sombra
Caso contrário, pobre das árvores ao descer.

Mais um tanto de horas e outro de dias
Uma pitada de sensações e outra de indiferença
É eterna oscilação da tristeza e alegria que se escondia.

Assim é a contínua parábola denominada vida
Aqui, a intensidade ilumina e acalenta os momentos
Ali, ela diminui, dói e contempla (ou não) bons ensinamentos.

CTMM

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um pouco de mais

Um pouco de meio termo não faz mal a ninguém.
Um pouco mais do desajeitado frio
Um pouco mais do conformado calor
Uma lágrima que não esconde grande dor
Uma grama repleta de grande densidade
Uma lâmina sem o corte da navalha
O baixo muro que foi grande muralha
O alto rapaz que não é pouco canalha
O vem que não vai e desejou ficar
A luz que ascendeu, brilhou ao morrer
A flor desabotoou a cor escura ao amanhecer
A divindade superior abrandou ao perdoar
Ao final pouco importa, o tempo passou,
A imensidão se apequenou e o desejo sempre perdurou.

CTMM

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Não é uma verdade, é diferente!




Não sei como são os fatos do cotidiano
Queria ter em mente e noção do humano.
Não sou o melhor, nunca almejei ser.
É justo aperfeiçoar e buscar aprender!

Sou exigente, peço mais, quero muito.
Não dedico menos e quero o bem.
A palavra foi lançada, te quero tanto.
Com as virtudes e contornos, amém!

Quem sabe o tempo possa amenizar
O ímpeto que camufla o meu desejar.
Não, não deixei de entender o que notei,
Apenas pretendo estar próximo do seu olhar.

Não por menos, mas sempre por mais.
Não por abuso, mas o gesto satisfaz.
Não por querer, mas por uma razão.
Uma certeza e sempre um só coração.

CTMM