segunda-feira, 11 de junho de 2012

As três moças de Encruzilhada – Mário Quintana


As três moças de Encruzilhada Era uma vez três moças que moravam na florescente cidade de Encruzilhada. E, como eram três moças muito sérias, faltava-lhes o senso de humor e tomavam ao pé da letra o nome de sua cidade natal. E nunca sabiam onde ir, o que fazer, o que responder…
Para acabar com essa dúvida atroz, depois de infindáveis hesitações, resolveram o seguinte: a primeira sempre diria “sim”, a segunda que não e a terceira responderia com ar sonhador:
— Talvez…
Ora, um dia a Morte apareceu à primeira, e a moça disse que sim.
 A Morte a levou.
No outro dia a Morte apareceu à segunda e esta disse que não.
— Como ousas contrariar-me? — a Morte retrucou. — Eu sou a única Potestade do Céu e da Terra a quem ninguém pode dizer “não”.
E levou a moça. Enfim, no terceiro dia, a Morte apresentou-se à última das três — e a moça ficou olhando, olhando a cara da Morte e finalmente suspirou:
— Talvez…
E a Morte retirou-se, danada da vida.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Único filho.

Sonhei em ter um animal de canto.
Realizei o meu sonho por 1 ano e meio.
Neste interregno fui feliz como ninguém.
Fui pai, professor, amante e acima de tudo:
Feliz!
Felicidade que hoje acabou.
Dor que machuca, mas não mata.
Fere, mas não apaga.
Jamais será apagada tal marca.
Marca do amor e da dor.
Como pode um humano amar tanto um "animal"?
Não se explica, apenas sentimos algo que
Verdadeiramente é correspondido.

"Bolso", filho, companheiro e meu amor. Vá com Deus e olhe para este "cara". Apesar do pouco tempo, me marcou de forma única e especial.

Sim, marmanjos choram por animais. Estes só se interessam por uma coisa: você.

Isto não é um texto, mas sim um eterno agradecimento.

CTMM