terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sempre alguma coisa


Sempre começo um texto com não.

Seria um reflexo da minha teimosia?

Talvez sim, talvez um chato sem razão.

Há virtude em ter razão e não alegria?


Sempre começo os dias bocejando.

Seria fruto do acordar devagarinho?

Talvez sim, talvez um gesto acordando.

Teria sabor o café sem aquele cheirinho?


Sempre vejo a flor da primavera sem futuro.

Seria aquele momento de repentina reflexão?

Talvez sim, talvez o bendito ócio sem muro.

Pobre outono, teu destino é ser o vilão?


Sempre vejo aquele sorrisinho tão ingênuo.

Seria aquela expressão tão pura quanto o olhar?

Talvez sim, talvez o tempo gostasse de ser continuo.

Linda criança, será adulta quando necessário semear?


CTMM


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nada a dizer

Nada como a maturidade e o tempo para mudar os conceitos
A essência humana é norteada pelo método da tentativa/erro
No entanto, não teremos tempo para tentar todas as situações
Afinal, devemos aprender com a imagem refletida nos espelhos

Infelizmente, não tendemos a notar tamanha obviedade
Logo, quando jovens tendemos crer nas premissas formais
Enquanto a substância raramente não estará na naturalidade

Ora, o escultor ao esculpir a pedra deseja os mais belos arranjos
Estes nascem da percepção minuciosa da realidade pretendida
Logo, a pedra que era toda lascada, ganha a harmonia dos arpejos
E passa doce sensação de que o real é fruto da imaginação perseguida

Entender a travessia é dimensionar a profundidade do início, meio e fim
Inexorável realidade! Mas, os relógios existem e sempre há alternativas!
Não esqueça: o sorriso no rosto sempre atrairá pessoas receptivas!


CTMM - 10/12/2011 a 14/02/2012