terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sempre alguma coisa


Sempre começo um texto com não.

Seria um reflexo da minha teimosia?

Talvez sim, talvez um chato sem razão.

Há virtude em ter razão e não alegria?


Sempre começo os dias bocejando.

Seria fruto do acordar devagarinho?

Talvez sim, talvez um gesto acordando.

Teria sabor o café sem aquele cheirinho?


Sempre vejo a flor da primavera sem futuro.

Seria aquele momento de repentina reflexão?

Talvez sim, talvez o bendito ócio sem muro.

Pobre outono, teu destino é ser o vilão?


Sempre vejo aquele sorrisinho tão ingênuo.

Seria aquela expressão tão pura quanto o olhar?

Talvez sim, talvez o tempo gostasse de ser continuo.

Linda criança, será adulta quando necessário semear?


CTMM


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