quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fábula da fada.

Delinear as palavras com verniz de sabedoria é tão enaltecedor.

Contudo, a sabedoria aparente não demonstra as nuances da realidade.

Ao mero expectador o efeito tende a ser raso e pouco perpetuador,

Já o crítico não acredita em fadas da síndrome do Peter Pan da causalidade.


Julgar a árvore pela sua idade e tamanho não é digno de profundidade.

Há tantas espécies jovens e pequenas, mas de essência irreparável.

Uns preferem aplaudir as cores da pirotecnia do instante sem reversibilidade.

Todavia, há outros que buscam a evolução sem alarde e de maneira saudável .


Reparar no chifre da cabeça do cavalo é acreditar no unicórnio.

As fantasias devem existir, mas jamais com a denotação permanente.

Um minuto de estalo pode ser suficiente para o rumo da vida inteira.


Em todo juramento deve haver palavras e a constante semeação.

Das palavras exige-se coerência e a expressão do conhecimento adquirido,

Já nas sementes há a crença da bela essência do que foi e permanece bonito.

CTMM - Caio Tomazini Munhoz Moya



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