quarta-feira, 12 de maio de 2010

O espetáculo e a criança!

Quando eu era criança sonhava em ser adulto
Pobre desejo, mal sabia a virtude do passado.
Queria apenas ser grande, forte e talvez culto.
Triste erro, era feliz no decurso do dia cultivado.

O circo perpetua a esperança do olhar sincero.
Deviamos notar os truques sem a busca da farsa
E acreditar na mensagem do instante que se passa
Um dia a mulher gorila será forte! Sem queixas, espero.

O ilusionista não busca o truque perfeito.
A decência do truque é a arte de cativar
O olhar da platéia necessitada em imaginar
A sútil perfeição do poder sem efeito.

Ainda acredito na arte do circo e do ilusionista.
O encanto do circo enseja o caminho da felicidade,
A ilusão insinua a doce catarse da triste realidade
E a criança ao tocar minha face é a pura sinceridade.

CTMM

2 comentários:

Anônimo disse...

Ah heheh que bom que interrompeu o hiato..rsrsr...
Linda a poesia, parabéns!
Paula.

Anônimo disse...

Você consegue escrever muito bem falando o essencial.

Abraço