terça-feira, 10 de novembro de 2009

Uma face de "vários amores".



O amor não pode ser considerado dúplice,
Caso o seu conteúdo for tracejado pela lealdade
Nunca será digno o destinatário do cálice,
Que banhou o prazeroso tocar da imoralidade.


A duplicidade sentimental não acompanha
O delineamento da harmonia a ser almejada,
Pelo semeador do amor de quem sonha
Viver do olhar desabrochador da flor conquistada.


A singular lealdade é derivada da pureza
Resistente ao frio das noites desprovidas
Do calor emanado, pelo conforto da fortaleza
Existente ao lado da luz cicatrizadora das feridas.


A imoralidade é o eterno embrião adoecido,
Que degenerou a delicadeza do destemido
Vencedor do sonho constantemente desvalorizado,
Perante a estação alicerçada no nobre aprendizado.


Caio Tomazini Munhoz Moya - CTMM

11/11/2009.

2 comentários:

Paula disse...

Que linda poesia...

CTMM disse...

Paula...

Mais uma vez Obrigado pelos elogios. Quero ver as suas composições, viu?